Zucco contrata ex-chef do Gero, oferece menu italiano, copia modelo e faz sucesso
Desde a abertura, em novembro, o Zucco tem lotado. Não faltam predicados ao novo restaurante, como ambiente agradável precedido por uma varanda, cozinha italiana consistente e serviço atencioso, mas por vezes sufocante. Para tocar o negócio, os proprietários convidaram o gerente Júlio Diotto, que começou sua carreira no grupo Fasano. Inspirado pela qualidade das casas onde trabalhou, Diotto chamou vários ex-colegas para compor a equipe. A cozinha foi confiada ao chef-consultor Jurandir Meirelles, ex-Gero e atual sócio da premiada Forneria San Pietro, em Campinas. No dia-a-dia, o responsável pelo fogão é José Meirelles (ex-Armani Caffè), sobrinho de Jurandir.

Como um mosaico, o cardápio incorpora receitas semelhantes às encontradas em vários endereços Fasano, caso do carpaccio de salmão ao endro fresco (R$ 26,00), disponível no Nonno Ruggero. Na visita realizada ao Zucco, apenas o triângulo de massa recheado de galinha-d'angola (R$ 36,00) desafinou. A cada garfada, o excesso de sal no molho de alho-poró ficava mais evidente. No restante da refeição, houve só acertos. O tagliolini ao ragu de coelho e azeitona verde (R$ 39,00) mostrou-se pródigo em sabor e no ponto certo. Guarnecida de salada, a lula grelhada e recheada de camarão (R$ 29,00) era de uma maciez exemplar. Da entrada para o prato principal, a costeleta de cordeiro empanada em ervas (R$ 56,00) chegou dourada e na companhia de um cremoso e aromático risoto de açafrão. No arremate, a musse de iogurte na calda de morango fresco (R$ 16,00) revelou grande leveza.
Sobram atraentes opções de vinho entre as mais de 1 000 garrafas dispostas na adega envidraçada. Entre os rótulos de boa relação qualidade-preço, prefira o francês La Canon du Marechal Syrah/Merlot 2006 (R$ 65,00).

Fonte: Veja São Paulo
Autor: Arnaldo Lorençato
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